

Uma vez fiz um pedido, Uma oração a Deus,
Queria ser belo, e voar livremente pelo céu.
Um dia quando acordei,
Não conseguia ficar de pé.
Foi quando me arrastei,
E perguntei: Como é?
Foi castigo de Deus,
Por ser tão vaidoso!
Se Ele ama os seus,
Porque não me faz airoso?
Sou comprido e verde,
E só consigo me arrastar,
Em que bicho tão feio,
Me foi transformar?
Continue sem consigo voar!
Desilusão das desilusões,
Contristado fiquei,
Ao Pai das constelações,
Porquê? Perguntei.
Não obtive resposta,
Continuei meu caminho,
Uma vida disposta,
Isolado e sozinho.
No fim da Primavera,
Construí uma casa…
De seda; uma quimera,
Era comprida e rasa.
Numa linda manhã.
Do sol me abriguei,
E quando me deparei,
A metamorfose enfrentei.
Já era belo e voava,
Deus ouviu a minha prece,
Não se dúvida de Deus…
Não se julga o que parece.
Obrigado meu Deus,
Por uma vida tão bela!
Ele ouve os seus,
Que tem uma vida singela.
(eu autor)