domingo, 31 de agosto de 2008

Gato

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
(em Poesias de Fernando Pessoa)

7 comentários:

mundo azul disse...

Não conhecia esse poema de Fernando Pessoa... Muito bonito!
A foto está uma ternura...


Um prazer ter vindo aqui!

Beijos de luz...

Xinha disse...

Os gatos têm muita sorte.. são independentes e vivem a vida, da forma que mais gostarem !!

Não conhecia o poema, apesar de gostar imensamente da forma de Fernando Pessoa !

Xi-coração

Nuno de Sousa disse...

Que fotos maravilhosas, cores fantásticas e texto soberbo. Esta do melhor. Parabéns amigo,
Nuno

mareiro disse...

continuo a ficar encantado com as tuas fotos. soberbas!!!!
abraço

Mello disse...

novamente...

Gostei do poema. O gato segue os seus instintos não pára no espaço em considerações. Nós seres pensantes, conhecemos pouquíssimo de nós mesmos e, até ao fim dos nossos dias estamos sempre a surpreender-nos...

Graça Mello

Adrian LaRoque disse...

Belo trabalho, gostei imenso do retrato deste gato.

CARLA FABIANE... disse...

AMIGO EMANUEL...
"O correr da vida, embrulha tudo,
A vida é assim...
Esquenta, esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta,
O que ela quer da gente, é coragem."
BEIJOS...
UMA LINDA TERÇA-FEIRA AMIGO...
PARABÉNS!
LINDAS IMAGENS, TUDO EM PERFEITA HARMONIA...