
Um abraço a todos os amigos.
Todos os dias, devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e se possível, dizer algumas palavras sensatas. Goethe
Dedico esta foto e este pensamento a nossa amiga Efigênia Coutinho do blogue Poesias com Imagens
É uma forma de lhe agradecer pelo poema que me dedicou em seu blog.
Esta foto de minha autoria apresenta um arranjo floral também feito por mim.
Muito obrigado.
O poema:
PÁSSARO AO AMANHECER
Efigênia Coutinho
Dedicado ao Emanuel Azevedo

A noite e a cidade
A noite, suave desceu,
À terra trazer o sossego
E a Praia adormeceu
Nos braços do mar sem medo.
No seu leito de menina
Vai ter sonhos cor-de-rosa.
Foge o sol que a ilumina,
Fica a Fonte Luminosa.
Já não voa alegremente
Nas ramadas o passarinho.
Foi descansar calmamente
No conforto do seu ninho.
Vendo a lua cintilando,
Uma sereia deslumbrada,
Junto à praia vai cantando
Até chegar a madrugada.
Mas o vento agitador,
As ondas do mar sacode
E ao longe o pescador
Lança as redes como pode.
Tu que enfrentas, meu amigo,
Os perigos mais diversos,
Que a noite, esteja contigo
Na poesia dos meus versos.
Quando a aurora romper
E esta cidade acordar,
Graças a ti podemos ter,
O fruto que vem do mar…
Autor do poema: Rama Lyon
Extraído de http://ramalyon.blogspot.com
"Por detrás de um rosto"
No próximo dia 4 de Fevereiro pelas 10h na Escola Profissional de Praia da Vitória vai ser inaugurada uma exposição de fotografia e poesia. As fotografias a Preto e Branco,bem como as quadras, tem por objectivo mostrar rostos de pessoas internadas no hospital psiquiátrico ou Casa de Saúde São Rafael. Exposição de fotos da autoria do meu filho.
Fotografia: Héber Azevedo
http://heberphotos.blogspot.com/
Poesia: Emanuel Azevedo
Por detrás de um rosto…
Há um brilho nos olhos,
Um coração que bate,
Com amor aos molhos.
Por detrás de um rosto…
Há um lindo sorriso,
Muita alegria,
Porque assim é preciso.
Por detrás de um rosto…
Há muita felicidade,
Amor abundante,
Beleza… Beldade.
Por detrás de um rosto…
Se sente saudade,
Tristeza… Alegria…
Felicidade…
Por detrás de um rosto…
Há um ser humano,
Ás vezes maltratado,
Por alguém desumano.
Por detrás de um rosto…
Também se pode gritar,
De dor ou alegria,
De um coração a sangrar.
Por detrás de um rosto…
Quanto sentimento,
Numa vida constante,
Desalento.
Por detrás de um rosto…
Alguém quer brincar,
Cantar e dançar,
Num constante sonhar.
Por detrás de um rosto…
Reflectindo paixão,
Alguém que precisa,
Que se lhe dê a mão.
Por detrás de um rosto…
Por vezes a chorar,
Talvez por um desgosto,
De a saúde faltar.
Por detrás de um rosto…
Cansado da vida,
Às vezes pacata,
Outras sofrida.
Por detrás de um rosto…
Se esconde a luz,
Quando irreflectida,
Tristeza produz.
Por detrás de um rosto…
Uma personalidade querida,
Paz interior,
Pela vida corrida.
Por detrás de um rosto…
Alegria em abundância,
Saber viver,
Com elegância.
Por detrás de um rosto…
Muitos eventos ocorrem,
Alegria ou desgosto,
Todos eles morrem.
Por detrás de um rosto…
Há paz e serenidade,
Um refrigério na mente,
No corpo tranquilidade.
Por detrás de um rosto…
Um coração a doer,
Cheio de cicatrizes,
Não consegue esquecer.
Por detrás de um rosto…
Um ser a sentir e a pensar,
De quem viveu a vida,
Num complexo verbo amar.
Meu filho… tenho medo…
Tenho medo, não sei de quê,
Mas tenho medo…
Que talvez o meu esforço,
Não seja suficiente…
Por não ter sido para ti,
Um bom exemplo,
Por isso tenho medo.
Tenho medo…
Que sejas desencaminhado…
Ao na vida mal amado,
Por isso tenho medo.
Tenho medo, não sei de quê,
Mas tenho medo…
Que não tenha dedicado tempo,
Para mim é tormento,
Viver em desalento,
Por isso tenho medo.
Tenho medo…
Dos modos e atitudes,
Serás sempre meu querido,
Relicário de virtudes.
De poder vir a morrer,
Sem te ver encaminhado,
Neste mundo a correr.
Por isso tenho medo…
Não me sai da cabeça,
Que tudo que te ensinei,
Algum dia te esqueça.
Por isso tenho medo…
Que vivas em vaidade,
Fingindo ser feliz,
Sem gozar felicidade
Por isso tenho medo…
Dos tortuosos caminhos,
Muito enganosos,
Tão cheios de espinhos
Por isso tenho medo...
Que te sintas desprezado,
Sem saber o que fazer,
E por todos abandonado
Por isso tenho medo…
Estarei a teu lado,
Caminhando na vida,
Lágrimas
Lágrimas que caem,
Muitas vezes sem razão,
Que apertam e magoam,
O pobre coração…
Há lágrimas de alegria,
E estas também caiem,
Deixa-nos felizes por um dia,
E depois logo sarem.
Queremos as vezes conte-las,
E persistem em cair,
Por vezes esconde-las,
E alegria sentir.
Mas a vida é enfadonha,
E prega-nos muitas partidas,
Torna-se as vezes medonha,
Com fortes lágrimas caídas.
São muito agradáveis,
Quando a vida as produz,
Tornam-se tão afáveis,
Que felicidade produz.
(eu autor)
Gato que brincas na rua Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
(em Poesias de Fernando Pessoa)



Uma vez fiz um pedido, Uma oração a Deus,
Queria ser belo, e voar livremente pelo céu.
Um dia quando acordei,
Não conseguia ficar de pé.
Foi quando me arrastei,
E perguntei: Como é?
Foi castigo de Deus,
Por ser tão vaidoso!
Se Ele ama os seus,
Porque não me faz airoso?
Sou comprido e verde,
E só consigo me arrastar,
Em que bicho tão feio,
Me foi transformar?
Continue sem consigo voar!
Desilusão das desilusões,
Contristado fiquei,
Ao Pai das constelações,
Porquê? Perguntei.
Não obtive resposta,
Continuei meu caminho,
Uma vida disposta,
Isolado e sozinho.
No fim da Primavera,
Construí uma casa…
De seda; uma quimera,
Era comprida e rasa.
Numa linda manhã.
Do sol me abriguei,
E quando me deparei,
A metamorfose enfrentei.
Já era belo e voava,
Deus ouviu a minha prece,
Não se dúvida de Deus…
Não se julga o que parece.
Obrigado meu Deus,
Por uma vida tão bela!
Ele ouve os seus,
Que tem uma vida singela.


Reflexos…
Sou o que sou,
Porque assim o quero ser,
Não sou o que querem que seja,
Porque reflexos não poderia ter,
Porque não posso ser um reflexo de outro,
Quero ser um reflexo de mim,
Ser eu mesmo, ser simplesmente assim,
Ser apenas um reflexo do bom que há em mim,
Não me podem levar a mal,
Só por ser um reflexo evidente,
Não consigo reflectir o mal,
Que muitos tem presente.
(Eu autor)

Tu és o meu amor,
Que me quer muito bem,
20 Anos a aturar-me
Só tu e mais ninguém…
Parado no tempo,
À mercê da ilusão,
Eu vivo contente,
No meio da paixão…
A história do Amor,
A história da paixão,
É simples como a flor,
Que nasce do chão…
De uma pequena semente,
De um simples olhar,
Cada um sabe o que sente,
E vive num alento,
De o mundo incendiar…
Fico parado no tempo,
Com autodeterminação,
Estou sempre contente,
Inflamado de paixão.
Fiz para ti um poema,
E o pus por escrito,
Não encontro um tema,
Suficientemente bonito…
Para ti querida Manuela,
Com todo o meu amor,
Esta flor singela,
Está ao teu dispor.
(eu autor)

Aprisionado
Aprisionado dentro de mim,
Vivo eu sem saber…
Quando cegará o fim,
Deste reles meu ser.
Ser mais que vaidoso,
As vezes até me irrito…
Escravizado e airoso,
Finjo que não acredito.
Homem por detrás da portela,
Neste mundo aprisionado;
Pareces a cancela…
Que fecha este cerrado.
A cancela era eu,
Num coração encerrado…
Com o teu coração sou feliz,
Quero estar aprisionado.
(Eu autor)
Pico da Maria Vieira (Ilha Terceira)Se o poeta cala o seu pensamento
o seu peito estala com o sentimento
para ele dar fala ao seu sentimento
em versos embala
o seu pensamento
e quando ele escreve aquilo que sente e transmite agente o sonho que teve
então ele exala um fundo suspiro
que como uma «bala» dá morte ao vampiro
depois já liberto desse pesadelo no espaço aberto o seu pensamento voa...voa...voa
e é só escrevê-lo (Autor: Bela Vieira)